sexta-feira, 5 de outubro de 2018

O candidato do PSOL ironizou propaganda do "agro é pop"

05/10/2018 - 0:49
Por: Redação | 



Guilherme Boulos e William Bonner
Crédito: Reprodução/TVGlobo

O debate com os presidenciáveis da TV Globo que aconteceu na noite desta quinta-feira, 4, o último confronto direto entre os candidatos antes do primeiro turno que acontecerá no próximo domingo, 7, ficou marcado por uma crítica de Guilherme Boulos à emissora carioca.

Na ocasião, o postulante ao Planalto pelo PSOL criticou e alfinetou a propaganda que diz que o “agro é pop”.

“Dizem que o agronegócio carrega o país nas costas, mas é o contrário. O país carrega o agronegócio nas costas com exonerações de impostos generosas. Ao contrário do que se diz aqui na Globo, o agro não é pop, é tóxico e mata”, afirmou.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Quem é a primeira mulher a ganhar o Nobel de Física após 55 anos

Paul Rincon
Editor de Ciência, BBC News
Há 5 horas




Direito de imagemUNIVERSIDADE DE WATERLOO / DIVULGAÇÃO

Strickland recebeu o prêmio por suas descobertas em física de lasers
O prêmio Nobel de Física de 2018 foi dado a uma mulher pela primeira vez após 55 anos.

Nasa lança sonda que vai 'tocar o Sol' e deve marcar a história da ciência
Donna Strickland, do Canadá, é apenas a terceira mulher a receber o Nobel de Física desde que a premiação foi criada.

Antes dela, ganharam o Nobel a polonesa Marie Curie, pioneira no estudo da radiação, em 1903, e a germano-americana Maria Goeppert-Mayer, que recebeu a honraria em 1963 por seus estudos de física teórica.

Strickland divide o prêmio deste ano com Arthur Ashkin, dos Estados Unidos, e Gerard Mourou, da França.

A honraria é um reconhecimento às pesquisas do trio no campo da física dos lasers.

Ashkin criou uma técnica conhecida como "pinça óptica", usada para o estudo de sistemas biológicos.

Mourou e Strickland, por sua vez, pavimentaram o caminho para a obtenção dos pulsos de laser mais curtos e intensos já feitos. Eles desenvolveram uma técnica chamada Chirped Pulse Amplification (CPA, na sigla em inglês). O nome poderia ser traduzido como "amplificação do pulso entrecortado" - chirp, em inglês, é um som agudo que sobe e silencia em intervalos muito rápidos, como o ruído feito por alguns pássaros.

A técnica CPA desenvolvida pelo francês e pela canadense é agora usada em terapias para o câncer e também em milhões de cirurgias corretivas dos olhos todos os anos.

À BBC, Strickland disse que era "surpreendente" fazer tanto tempo que uma mulher não recebia o prêmio.

Apesar disso, ela frisou que sempre foi "tratada como uma igual" por seus pares na comunidade científica, e que "dois homens ganharam o prêmio comigo, sendo que eles o merecem tanto ou mais que eu", disse.

Direito de imagemREUTERS
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Arthur Ashkin (esq.) e Gerard Mourou dividem o Nobel com Strickland
O prêmio vem pouco dias depois de um físico conhecido - Alessandro Strumia, da Universidade de Pisa - dizer em um discurso que a Física "foi inventada e construída por homens". Discursando num evento em Genebra, na Suíça, Strumia disse que cientistas homens estavam "sofrendo discriminação" por parte de instituições que agem ideologicamente. Strumia foi suspenso do centro de pesquisa em que atuava após a fala misógina.

Para Donna Strickland, o comentário de Strumia foi "tolo". Ela disse, no entanto, que nunca tomou tais provocações para o lado pessoal.

Surpresa com o prêmio
O Nobel vem acompanhado de uma premiação em dinheiro de 9 milhões de coroas suecas (o equivalente a US$ 998 mil, ou R$ 3,9 milhões).

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Marie Curie e o marido, Pierre Curie
"A princípio você pensa que é loucura, esta foi a minha primeira reação. Você se pergunta se aconteceu de verdade", disse Strickland, que trabalha na Universidade de Waterloo, no Canadá, a respeito da vitória.

"Sobre dividir o prêmio com Gerard (Mourou), ele foi meu supervisor e mentor e elevou a (técnica) CPA a sua potência atual, então, é claro que ele merece este prêmio. E também estou muito feliz de que Ashkin também tenha sido agraciado", diz ela.

"Ele fez várias descobertas a partir das quais outras pessoas fizeram coisas muito relevantes, então, é fantástico que ele finalmente tenha sido reconhecido", diz.

Em uma declaração oficial, o Instituto Americano de Física (AIP, na sigla em inglês) cumprimentou todos os vencedores, acrescentando que "as várias aplicações tornadas possíveis pelo trabalho deles, como cirurgias oftalmológicas a laser, lasers de alta potência e a capacidade de apreender e estudar vírus e bactérias individuais têm grande potencial".

"Também é um prazer pessoal ver Strickland quebrar o hiato de 55 anos desde que uma mulher venceu o Nobel de Física, tornando o prêmio deste ano ainda mais histórico".

Direito de imagemSPL
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A técnica criada por Mourou e Strickland tem várias aplicações, inclusive cirurgias oftalmológicas
O que é o trabalho que venceu o Nobel?
Antes do trabalho pioneiro de Strickland e Mourou, a força máxima de um pulso de laser era limitada: a partir de um certo ponto, o próprio pulso destruía o material usado para amplificar sua energia.

Para contornar o problema, os cientistas primeiro estenderam a duração dos pulsos de laser no tempo para reduzir o ponto máximo de força atingido por eles. Depois, amplificaram os pulsos de laser, e, finalmente, os comprimiram.

Quando um pulso de laser é comprimido no tempo e fica mais curto, mais luz é concentrada em um espaço menor. Isso aumenta dramaticamente a potência do pulso de laser.

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Slide da revelação dos ganhadores do Nobel de 2018. 'Por invenções revolucionárias na física de lasers', diz a legenda.
A técnica CPA, desenvolvida por Strickland e Mourou, se tornou o padrão para o uso de lasers de alta intensidade.

Já Arthur Ashkin realizou um antigo sonho da ficção científica: usar a força da luz para mover objetos físicos. Ao fazê-lo, ele criou a chamada pinça óptica, usada hoje para pegar objetos minúsculos - como partículas, átomos individuais, vírus e até células vivas.

No começo da pesquisa, Ashkin usou os lasers para empurrar pequenas partículas até o centro de um feixe de lasers, e mantê-las lá.

Então, em 1987, ele conseguiu usar as pinças ópticas baseadas em lasers para capturar bactérias vivas sem danificá-las. A técnica hoje é amplamente usada para estudar o funcionamento da vida.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Dilma dispara contra Bolsonaro: “O ‘coiso’ é a barbárie”

Ex-presidenta, que é líder nas pesquisas para o Senado em Minas Gerais, disse em um evento de campanha que está em jogo nas eleições de outubro uma disputa entre "civilização e barbárie"


https://www.revistaforum.com.br/dilma-dispara-contra-bolsonaro-o-coiso-e-a-barbarie/

domingo, 23 de setembro de 2018

Personalidades lançam abaixo-assinado pela democracia e contra Bolsonaro

Personalidades lançam abaixo-assinado pela democracia e contra Bolsonaro
por Redação — publicado 23/09/2018 19h35, última modificação 23/09/2018 21h10
Artistas e intelectuais de diversas áreas e posições políticas se mobilizam no manifesto Democracia Sim

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Marcelo Camargo/ABr

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'Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial', diz o documento


Um grupo de personalidade, de diferentes posições políticas, lançou o abaixo-assinado Democracia Sim. O manifesto, que até a noite deste do domingo 23 reunia 333 nomes, conta com o endosso principalmente de artistas e intelectuais com trajetórias pessoais e públicas variadas e está aberto para colher a assinatura de cidadãos que se identifiquem com o que eles defendem.

O texto lembra que o Brasil enfrenta desafios e que o desgaste da classe política disseminou um sentimento de descrença. "Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial", afirma.

O manifesto afirma também que as assinaturas unem brasileiros que votam em pessoas e partidos diversos, que defendem causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.
"Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação."

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Em comum, os signatários repudiam a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). "É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós."

As 333 assinaturas reúnem artistas como Alessandra Negrini, Leandra Leal e Tulipa Ruiz, que já se manifestaram aliadas às candidaturas à esquerda, sem dar nomes, e Patrícia Pillar, que publicamente vota em Ciro Gomes. O casal Caetano Veloso e Paula Lavigne, também apoiadores públicos de Ciro, estão na lista.

A lista conta ainda com o economista Bernard Appy, que foi do governo Lula e desenhou uma proposta de reforma tributária endossada por diversos presidenciáveis, e com o advogado Miguel Reale Jr, historicamente ligado ao PSDB. Outros tucanos aderiram, entre eles Andrea Calabi e Celso Lafer, que foram ministros de Fernando Henrique Cardoso, e Claudia Costin.

O médico Drauzio Varella, a historiadora Lilia Schwarcz, o empresário Guilherme Leal, antigo apoiador de Marina Silva, a socióloga Esther Solano, o ator Wagner Moura, o comentarista esportivo Walter Casagrande Jr, o jornalista Juca Kfouri, o cineasta Walter Salles e Danilo Santos de Miranda, presidente do Sesc em São Paulo, são outros nomes que assinam o manifesto.

No fim, o texto afirma que é a democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. "Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós... Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser."

Confira a íntegra do manifesto:



Pela Democracia, pelo Brasil



Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos diversos. Defendemos causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.

Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação.

Como todos os brasileiros e brasileiras sabemos da profundidade dos desafios que nos convocam nesse momento. Mais além deles, do imperativo de superar o colapso do nosso sistema político, que está na raiz das crises múltiplas que vivemos nos últimos anos e que nos trazem ao presente de frustração e descrença.

Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial.

Podemos divergir intensamente sobre os rumos das políticas econômicas, sociais ou ambientais, a qualidade deste ou daquele ator político, o acerto do nosso sistema legal nos mais variados temas e dos processos e decisões judiciais para sua aplicação. Nisso, estamos no terreno da democracia, da disputa legítima de ideias e projetos no debate público.

Quando, no entanto, nos deparamos com projetos que negam a existência de um passado autoritário no Brasil, flertam explicitamente com conceitos como a produção de nova Constituição sem delegação popular, a manipulação do número de juízes nas cortes superiores ou recurso a autogolpes presidenciais, acumulam declarações francamente xenofóbicas e discriminatórias contra setores diversos da sociedade, refutam textualmente o princípio da proteção de minorias contra o arbítrio e lamentam o fato das forças do Estado terem historicamente matado menos dissidentes do que deveriam, temos a consciência inequívoca de estarmos lidando com algo maior, e anterior a todo dissenso democrático.

Conhecemos amplamente os resultados de processos históricos assim. Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade. Testemunhamos os ecos de experiências autoritárias pelo mundo, deflagradas pela expectativa de responder a crises ou superar impasses políticos, afundando seus países no isolamento, na violência e na ruína econômica. Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários.

Em momento de crise, é preciso ter a clareza máxima da responsabilidade histórica das escolhas que fazemos.

Esta clareza nos move a esta manifestação conjunta, nesse momento do país. Para além de todas as diferenças, estivemos juntos na construção democrática no Brasil. E é preciso saber defendê-la assim agora.

É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós.

Prezamos a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós. Não são, certamente, poucos os desafios para avançar por dentro dela, mas sabemos ser sempre o único e mais promissor caminho, sem ovos de serpente ou ilusões armadas.

Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018


'É mais fácil boi voar de costas', diz Ciro sobre apelo de FHC por união do centro

Candidato à Presidência pelo PDT voltou a ironizar 

o apelo feito pelo ex-presidente Fernando Henrique 

Cardoso (PSDB) que, em carta, pediu a união do

 centro político nas eleições de 2018

Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

CLIQUE NO SEGUINTE LINK:

https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,e-mais-facil-boi-voar-de-costas-diz-ciro-sobre-apelo-de-fhc-por-uniao-do-centro,70002513084

quinta-feira, 20 de setembro de 2018